Bolsa Família terá piso de R$ 691 a partir de outubro; famílias podem superar R$ 1,1 mil

Crédito: Jeane de Oliveira

Reajuste de 15,04% passa a valer na folha de outubro, com os primeiros pagamentos previstos para 19 de outubro

A informação procede: o Bolsa Família terá reajuste de 15,04% a partir de outubro de 2026. O valor mínimo garantido por família sobe de R$ 600 para R$ 691, enquanto o benefício médio estimado passa de R$ 675 para R$ 777. Os pagamentos com os valores atualizados começam em 19 de outubro, conforme o calendário do programa.

O reajuste foi anunciado pelo Governo Federal como recomposição do poder de compra das famílias. A medida deve alcançar cerca de 19 milhões de famílias beneficiárias.

Novos valores dos componentes

BenefícioValor anteriorNovo valor
Valor mínimo por famíliaR$ 600R$ 691
Benefício de Renda de Cidadania, por pessoa da famíliaR$ 142R$ 164
Benefício Primeira Infância, por criança de 0 a 6 anosR$ 150R$ 173
Benefício Variável Familiar, para gestantes, nutrizes e crianças ou adolescentes de 7 a 18 anos incompletosR$ 50R$ 58

Os novos parâmetros passam a integrar a folha de outubro. Os adicionais são calculados conforme a composição familiar cadastrada no CadÚnico, respeitando as regras do programa.

Como o benefício pode passar de R$ 1.100

O valor final recebido não é o mesmo para todas as famílias, pois considera a quantidade de integrantes e a presença de crianças, adolescentes, gestantes ou nutrizes.

Um exemplo: uma família que receba o piso de R$ 691 e tenha três crianças de até 6 anos poderá obter mais R$ 519 pelos adicionais de primeira infância, chegando a R$ 1.210. O benefício de R$ 173 por criança pode ser acumulado com o Benefício Variável Familiar quando houver outros integrantes que se enquadrem nas regras.

Portanto, ultrapassar R$ 1.100 é possível em famílias maiores ou com mais integrantes elegíveis aos complementos, mas não é um valor automático nem universal.

Calendário e atenção ao cadastro

O primeiro pagamento com reajuste está previsto para 19 de outubro, seguindo a ordem do último dígito do Número de Identificação Social (NIS).

O reajuste não altera, por si só, os critérios de entrada no programa: a família deve permanecer com as informações corretas e atualizadas no Cadastro Único e atender às condições de renda e acompanhamento previstas pelo Bolsa Família.

Fonte: IstoÉ Dinheiro

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