Apac alerta para risco de seca em Pernambuco com avanço do El Niño

Fenômeno pode intensificar estiagens no segundo semestre de 2026 e elevar temperaturas em todo o estado.

A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) informou que há alta probabilidade de desenvolvimento do El Niño ao longo do segundo semestre de 2026, cenário que pode agravar a seca em Pernambuco, principalmente no interior. A previsão aponta chuvas abaixo da média no Leste do Estado entre julho e setembro e temperaturas acima da média em todo o território pernambucano.

Segundo a Apac, o fenômeno já está em desenvolvimento no Oceano Pacífico e pode ganhar intensidade forte entre o fim de 2026 e o início de 2027. Isso aumenta o risco de ondas de calor, estiagens e eventos climáticos extremos. Em Pernambuco, a preocupação recai sobre a possibilidade de agravamento da seca após um primeiro semestre com chuvas mais favoráveis.

Efeitos esperados

De acordo com a meteorologista da Apac, Edvânia Pereira, os impactos do El Niño variam conforme a intensidade do fenômeno e a interação com outros sistemas climáticos. Ela destaca que o comportamento do fenômeno será decisivo para o cenário de estiagem no Nordeste.

Entre os efeitos previstos estão:

  • Aumento da evaporação da água.

  • Ressecamento mais rápido do solo.

  • Maior pressão sobre os recursos hídricos.

  • Mais necessidade de irrigação e água para os animais.

  • Estresse nas culturas agrícolas e nas pastagens.

  • Maior estresse térmico sobre os rebanhos.

Medidas do Estado

O secretário estadual de Recursos Hídricos e Saneamento, Almir Cirilo, afirmou que o acompanhamento antecipado ajuda a reduzir os impactos de uma eventual intensificação da seca. Entre as ações de mitigação, ele citou a transferência de água entre bacias, o transporte de água do rio São Francisco, a dessalinização e a redução de perdas nos sistemas de abastecimento.

A Apac informou que mantém monitoramento permanente dos indicadores climáticos, hidrológicos e agrícolas, em articulação com órgãos como a Defesa Civil. As informações são compartilhadas periodicamente com instituições responsáveis pela gestão de riscos e também com a população.

Fonte: Diario de Pernambuco

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