Ministério da Saúde treina profissionais do SAMU para atendimentos de saúde mental

Foto: Divulgação/MS

Pasta realiza validação no território, de curso que prepara profissionais de urgência e emergência a prestarem atendimento especializado de saúde mental

Teve início em Recife, a fase de validação prática do curso “Acolhimento, Abordagem e Manejo Clínico em Saúde Mental nos Serviços de Urgência e Emergência”, preparado pelo Ministério da Saúde, para atender uma demanda crescente no Brasil: o atendimento especializado em saúde mental. A atividade ocorre nos dias 1 e 2 de abril, no Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP) e conta com a participação de 26 profissionais. 

A validação no território, com apoio da Secretaria Estadual de Saúde e da Escola de Saúde Pública de Pernambuco, permite ajustar o conteúdo do curso à realidade dos serviços e fortalecer uma linha de cuidado contínua e integrada no Sistema Único de Saúde. A proposta responde ao crescimento de atendimentos relacionados a crises de ansiedade, surtos psicóticos, tentativas de suicídio e uso problemático de substâncias, com impacto direto nas unidades de urgência e emergência.

Segundo o coordenador-geral de Urgência do Departamento de Atenção Hospitalar, Domiciliar e de Urgência da Pasta, Felipe Reque, a proposta vai além da qualificação técnica e incorpora princípios fundamentais do cuidado no SUS. “O curso em Recife representa uma etapa essencial para a implementação da formação em escala nacional. A iniciativa fortalece a organização do cuidado em saúde mental no SUS e amplia a segurança do paciente nos serviços de urgência e emergência. ”

Formação qualifica resposta do SUS às crises em saúde mental

O curso prepara profissionais da Rede de Urgência e Emergência e dos Centros de Atenção Psicossocial para o manejo qualificado das crises. A formação aborda avaliação de risco, técnicas de desescalada verbal, tomada de decisão clínica e articulação entre os pontos de atenção.

De acordo com Felipe Reque, o curso orienta os profissionais não apenas nos aspectos técnicos, mas também nos aspectos legais e de direitos. “Ele resgata os princípios da reforma psiquiátrica, o respeito e a dignidade da pessoa em crise. São 20 horas de formação, com base teórica e prática, para dar segurança aos trabalhadores na condução dessas situações”, afirma.

A iniciativa tem por objetivo capacitar multiplicadores no território, em parceria com as escolas de saúde pública estaduais, o que amplia o alcance da formação e fortalece as equipes em diferentes regiões do país. A qualificação reduz riscos assistenciais, evita intervenções inadequadas e promove cuidado ético e humanizado.

Para o coordenador-geral da Rede de Atenção Psicossocial do Ministério da Saúde, Bruno Emerich, a integração entre os serviços é essencial para garantir cuidado contínuo e seguro ao usuário. “Situações de crise envolvem sofrimento intenso e exigem não apenas uma resposta clínica qualificada, mas também a integração entre os serviços. O usuário pode entrar pela urgência, mas precisa ter continuidade do cuidado em outros pontos da rede. Evitar a fragmentação é fundamental para garantir um atendimento resolutivo e com respeito aos direitos”, afirma.

Ministério da Saúde 

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