Afogados da Ingazeira transforma qualificação em oportunidade e leva capacitação até a zona rural

Foto: Evanndro Lira

A noite da última terça-feira, 7 de abril, no espaço ACS Eventos, não foi apenas de entrega de certificados. Foi de virada de chave.

Com sala cheia, emoção visível e diploma na mão, a Prefeitura de Afogados da Ingazeira consolidou o que vem sendo tratado como uma das principais apostas da gestão: qualificação como política pública de impacto direto na vida das pessoas.

Em parceria com o SEBRAE e instituições do Sistema S, o município certificou centenas de alunos em cursos voltados à geração de renda e inserção no mercado de trabalho.

Foto: Evanndro Lira

“Capacitar é criar oportunidade”, diz prefeito

Durante o evento, o prefeito Alessandro Palmeira foi direto ao ponto: a entrega dos certificados é só a ponta do processo.

“Mais do que entregar certificados, estamos criando oportunidades para que as pessoas possam se capacitar e melhorar de vida.”

A estratégia, segundo ele, passa por um eixo central: descentralização.

Levar cursos não só para a área urbana, mas também para bairros e comunidades rurais — algo ainda pouco comum na região — foi destacado como um diferencial da política adotada.

Interiorização: quando o curso chega onde o povo está

A gerente regional do SEBRAE, Rossana Webster, reforçou esse movimento como um dos pontos mais relevantes da iniciativa.

“É uma mudança de vida. A interiorização das ações leva oportunidade para quem também tem sede de conhecimento.”

A fala revela um dado importante:
não falta interesse — falta acesso. E quando o acesso chega, o resultado aparece.

Números que mostram escala — e intenção

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico, Ney Quidute:

  • mais de 20 cursos ofertados
  • cerca de 600 pessoas capacitadas só nesta etapa
  • mais de 2.400 profissionais qualificados ao longo da gestão

Os números ajudam a dimensionar o projeto, que já é tratado como o maior programa de capacitação da história do município.

E mais: com planejamento já em andamento para 2026, a tendência é de ampliação.

Quebrando padrões: mulheres ocupando novos espaços

Um dos momentos mais simbólicos da noite foi a presença de mulheres em cursos tradicionalmente masculinos, como mecânica de motocicleta.

O próprio prefeito destacou:

“A mulher, com sua capacidade e inteligência, também está buscando seu espaço.”

E está mesmo.

Tânia, moradora do bairro Borges, fez o curso de mecânica e foi direta:

“Ajuda muito. Quero fazer outros cursos também.”

Aqui, o dado vira narrativa:
não é só inclusão — é mudança cultural em curso.

Do curso ao mercado: resultado imediato

Se alguém ainda duvida do impacto, basta ouvir quem já saiu na frente.

Adriano de Souza, aluno do curso de mecânica de motos, não esperou:

“Já estou trabalhando. Já perdi serviço hoje de tanto chamado.”

O certificado, com chancela de instituições como SENAI e SEBRAE, virou cartão de visita — e porta aberta.

Zona rural no centro da política pública

Outro destaque foi o projeto que leva capacitação diretamente ao campo.

Leiliane, da comunidade da Varzinha, resumiu o impacto:

“Foi um curso riquíssimo. A gente só tem a agradecer por levar isso para a zona rural.”

Cursos gratuitos, com material incluso e instrutores qualificados.

Na prática, isso reduz desigualdade de acesso — um dos gargalos históricos do interior.

Mais que cursos: um ciclo de desenvolvimento

A lógica por trás da iniciativa é clara:

- capacitar
-gerar renda
- estimular o empreendedorismo
- fortalecer a economia local

É política pública com começo, meio e fim — e com resultado mensurável.

O que aconteceu em Afogados da Ingazeira não foi apenas uma cerimônia.

Foi a prova de que, quando o poder público acerta na estratégia, o resultado aparece rápido —
no brilho no olho, no certificado na mão e, principalmente, na renda chegando.

E no sertão, isso não é detalhe.

É transformação.

Postar um comentário

0 Comentários