Audiências públicas vão discutir duplicação de trecho da BR-232 entre São Caetano e Arcoverde

(Governo do estado) Reprodução

Encontros apresentarão estudos ambientais e debaterão impactos e benefícios das obras previstas para rodovia no interior de Pernambuco

A duplicação de um novo trecho da BR-232, no interior de Pernambuco, será tema de audiências públicas marcadas para a terça-feira (10).

De acordo com a Agência Pernambucana de Meio Ambiente, durante os encontros serão apresentados os estudos de impacto relacionados às obras previstas para o trecho entre São Caetano, no Agreste, e Arcoverde, no Sertão.

As audiências também vão abordar o licenciamento ambiental necessário para a realização das obras de restauração da rodovia.

Os encontros acontecerão em dois municípios: em Arcoverde, às 9h, na Autarquia de Ensino Superior de Arcoverde, e às 15h no Hotel Lacazzona, em Belo Jardim, no Agreste.

Como serão as audiências

Nos dois momentos haverá apresentação e discussão do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e do Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) do projeto. Após a exposição técnica, a população poderá participar com sugestões, questionamentos e dúvidas sobre a obra.

Entenda o projeto

O trecho que deverá receber a duplicação possui 109 quilômetros de extensão e atravessa seis municípios: São Caetano, Tacaimbó, Belo Jardim, Sanharó, Pesqueira e Arcoverde.

De acordo com dados do Censo 2022, essas cidades somam mais de 295 mil habitantes.

Segundo o EIA/RIMA, o investimento preliminar estimado para a obra é de R$ 272,3 milhões.

A BR-232 é considerada o principal corredor de transporte da região central de Pernambuco, responsável pela circulação de pessoas e mercadorias. Com a duplicação, são previstos diversos benefícios econômicos, sociais e técnicos.

Na área econômica, o governo aponta redução do tempo de viagem, diminuição do custo do transporte, geração de empregos e aumento da competitividade dos produtos da região.

No aspecto social, a obra deve contribuir para maior segurança no tráfego de veículos e pedestres, além de reduzir acidentes e organizar o fluxo de trânsito.

Já no campo técnico, o projeto prevê ampliação da capacidade de tráfego da rodovia, melhorias nos acessos urbanos e rurais, implantação de vias marginais e ações de manutenção preventiva e corretiva para garantir a estrutura da estrada.

Em relação aos possíveis impactos ambientais nas fases de instalação e operação, o projeto prevê a adoção de programas ambientais específicos para reduzir efeitos negativos e garantir a proteção do meio ambiente e da população.

Estudos já realizados apontam que a execução do empreendimento é considerada mais vantajosa do que a atual situação da rodovia. 

Fonte: Diario de Pernambuco

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