As campanhas de conscientização por cores exercem papel fundamental na promoção da saúde ao ampliar o acesso à informação sobre prevenção, diagnóstico precoce e tratamento do câncer. Em março, o destaque é o Março Azul-Marinho, dedicado à conscientização sobre o câncer colorretal — que abrange tumores do cólon, reto e ânus — e que ocupa a segunda posição entre os tipos de câncer mais incidentes no Brasil, considerando homens e mulheres, excluindo-se os casos de pele não melanoma.
O Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), referência no tratamento oncológico no Estado, participa ativamente da campanha com ações educativas e conteúdos informativos em suas redes sociais (@sigahcp), reforçando a importância da prevenção e do rastreamento regular.
De acordo com a publicação Estimativa 2026–2028: Incidência de Câncer no Brasil, divulgada pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA), o país deverá registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano até 2028. Excluindo os tumores de pele não melanoma — de alta incidência e baixa letalidade — a estimativa é de aproximadamente 518 mil novos casos anuais.
O câncer colorretal deverá responder por 53.810 novos casos por ano, sendo 26.270 em homens e 27.540 em mulheres, números que evidenciam incidência semelhante entre os sexos. A maior ocorrência é observada em pessoas a partir dos 65 anos, mas especialistas alertam para o aumento de diagnósticos em pacientes cada vez mais jovens.
Entre os fatores de risco associados estão obesidade, sedentarismo, tabagismo, consumo excessivo de álcool e alimentação rica em carnes processadas. Histórico familiar da doença, presença de pólipos adenomatosos e doenças inflamatórias intestinais também elevam o risco.
Os principais sinais e sintomas incluem:
- sangue nas fezes;
- alterações persistentes no hábito intestinal (diarreia ou constipação);
- fezes mais finas que o habitual;
- dor abdominal ou pélvica;
- anemia e fadiga;
- perda de peso sem causa aparente.
Diante de qualquer sintoma persistente, a orientação é procurar avaliação médica. A detecção precoce é decisiva para aumentar as chances de cura. Exames de rastreamento permitem identificar lesões antes mesmo do surgimento de sintomas.
Pessoas entre 50 e 75 anos devem realizar exames periódicos, conforme orientação médica. O teste de sangue oculto nas fezes pode indicar a necessidade de colonoscopia — exame que possibilita detectar e remover lesões precursoras antes que evoluam para o câncer.
O Março Azul-Marinho reforça que o câncer colorretal é tratável e, na maioria dos casos, curável quando diagnosticado precocemente. Informação, prevenção e acompanhamento médico regular são aliados fundamentais na redução da mortalidade pela doença.
Sobre o HCP:
O Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) é uma instituição privada e sem fins lucrativos, dedicada ao diagnóstico e tratamento de pacientes oncológicos via SUS. Hoje, a instituição é responsável por 53% dos pacientes oncológicos através do SUS em Pernambuco. Como entidade filantrópica, conta com doações para manter a qualidade do atendimento, modernizar equipamentos e instalações, além de apoiar o custeio do tratamento dos pacientes. Para mais informações, acesse www.hcp.org.br.



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