Afogados da Ingazeira: memórias vivas viram poesia no projeto de cordel

Afogados da Ingazeira está vivendo dias de reencontro com a própria história. O projeto “Resgate da História da Pitombeira a partir da Literatura de Cordel” não se limita a falar de um bairro: ele abre espaço para que toda a cidade seja lembrada, verso a verso, por meio da tradição popular.

Nesta terça-feira, a Biblioteca Pública se transformou em palco de lembranças e descobertas. Quem esteve lá pôde ouvir a ex-vereadora Ana Maria, a primeira presidente da Câmara Municipal, considerada uma verdadeira guardiã da memória local. Com sua fala carregada de detalhes, ela trouxe de volta nomes, ruas e acontecimentos que marcaram a vida de Afogados.

Outra voz que emocionou foi a de Alane Ramos, que também é testemunha ocular da história da cidade. Alane não só compartilhou fatos e memórias das ruas e bairros, como também ensaiou um pequeno teatro com os alunos, mostrando como a arte pode ser ponte entre passado e presente.

A condução ficou por conta da oficineira, poetisa e cordelista Elenilda Amaral, que guiou a criançada na escuta e na interpretação dessas histórias. O aprendizado foi tão vivo quanto as memórias narradas — e tudo será transformado em cordéis escritos pelos próprios alunos.

As oficinas seguem até o dia 4 de setembro, sempre à tarde, na Biblioteca Pública de Afogados da Ingazeira, com a participação de 20 alunos e alunas, além de interessados da comunidade. Sob orientação de Elenilda Amaral e Erivoneide Amaral, os jovens aprendem a pesquisar, entrevistar moradores e registrar a memória dos bairros.

O resultado final será lançado até o fim de setembro, em um festival de cultura popular, com cordéis impressos celebrando as raízes de Afogados da Ingazeira.

Esse projeto tem proponência de Isabella Lumara, produção de Léo Lemos, e é financiado pela Lei Paulo Gustavo, através da Secretaria de Cultura de Pernambuco e do Ministério da Cultura.


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