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| Presidente Lula e vice-presidente Geraldo Alckmin descerram tecido que marca a reintegração do quadro As Mulatas, de Di Cavalcanti, ao a cervo da Presidência da República. Foto: Ricardo Stuckert / PR |
Vinte das obras foram restauradas num laboratório montado no Palácio da Alvorada por profissionais que dedicaram mais de 1.760 horas de trabalho, num acordo de cooperação técnica que envolveu a Universidade Federal de Pelotas, o Iphan e a Universidade de Brasília (UnB). O relógio foi restaurado a partir de parceria com o governo suíço, numa empreitada que exigiu mais de mil horas de dedicação minuciosa.
ESFORÇO COLETIVO - A primeira-dama, Janja Lula da Silva, ressaltou o esforço coletivo de restaurar tanto a infraestrutura dos palácios, pelos servidores, quanto valores e memória que representam o compromisso do povo brasileiro com a democracia. "Isso foi expresso pelas lágrimas das trabalhadoras e trabalhadores do Palácio do Planalto, após verem o espaço que cuidam com tanto afeto, amor e dedicação, ser tratado de uma forma tão desumana. Aquelas lágrimas, hoje, se transformam em sorrisos pela certeza de que mantivemos a democracia firme. A arte, em suas diferentes formas, é uma ferramenta necessária para manter viva nossa memória e a história de nosso país", afirmou.
TRABALHO ÁRDUO — Cerca de 50 profissionais estiveram diretamente envolvidos, incluindo 12 professores, quatro técnicos e 14 alunos de graduação da UFPel, além de três alunos e dois professores da UnB, e cinco conservadores-restauradores especializados, com a colaboração de profissionais da área de fotografia e audiovisual. "Não foi uma tarefa fácil. A atuação da UFPel na restauração é exemplo de como essas instituições podem mobilizar recursos e expertise para responder a crises e ajudar na reconstrução de bens importantes para a nação. A possibilidade de colocar servidores, docentes, técnicos e, principalmente, estudantes à disposição e em defesa da democracia, o papel fundamental das nossas instituições públicas de ensino superior", afirmou a reitora da Universidade de Pelotas, Isabela Andrade.
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| Ânfora italiana e o relógio histórico do Século XVII: restaurados. Foto: Ricardo Stuckert /PR |
RELÓGIO — Uma das obras mais antigas do acervo da Presidência é o relógio de mesa fabricado por Balthazar Martinot e André Boulle. Sem custos para o Governo Federal, ele foi restaurado por um Acordo de Cooperação Técnica com a Embaixada da Suíça. Ele foi enviado ao país europeu e, em menos de 12 meses, retornou integralmente restaurado. A empresa responsável pela restauração foi a Audermars Piguet. "A Suíça está orgulhosa de ter contribuído aos esforços do Brasil para restaurar o patrimônio histórico de todas e todos os brasileiros. Nós estamos convencidos da importância de proteger o patrimônio cultural e artístico, que formam a identidade do país, assim como a história e os nossos valores comuns. Eu acho que é fundamental valorizar e cuidar das nossas relações, da nossa amizade, dos nossos direitos, direitos humanos e das nossas democracias, que são delicadas e, ao mesmo tempo, resilientes, como esse relógio que retorna agora ao país", disse o embaixador da Suíça no Brasil, Pietro Lazzeri.
RESISTÊNCIA - Para a ministra da Cultura, Margareth Menezes, a realização das oficinas foi uma das grandes entregas. "Elas não apenas transmitem a ligação entre cultura, memória e arte, mas reforçam o verdadeiro significado da democracia para os jovens. Ninguém pode domar nem amordaçar as expressões culturais e artísticas. A cultura resistiu", pontuou.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

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