Criminosos simulam programas do governo e marcas oficiais em anúncios falsos; Ministério da Fazenda orienta que renegociações sejam feitas apenas com bancos
Um alerta emitido às famílias e investidores chama a atenção para o crescimento de golpes financeiros aplicados na internet. Criminosos têm utilizado anúncios falsos em redes sociais e no envio de mensagens digitais para atrair pessoas interessadas em renegociar pendências financeiras, usando indevidamente o nome e a identidade visual do Governo Federal.
A prática ilícita se concentra principalmente nas plataformas da Meta, como Facebook, Instagram e WhatsApp, além de abordagens via e-mail e SMS. Para conferir veracidade às fraudes, os golpistas utilizam logomarcas oficiais e nomes de empresas conhecidas do setor de comunicação e do sistema financeiro.
Uso de inteligência artificial amplia impacto dos golpes
Um levantamento do Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o NetLab/UFRJ, mapeou a extensão do problema. Entre 1º de abril e 14 de junho, o estudo identificou 544 anúncios fraudulentos vinculados à Meta.
Do total de conteúdos ilícitos analisados, 38 por cento foram criados com o auxílio de ferramentas de inteligência artificial para simular vozes ou imagens reais, 49 por cento faziam menção a um suposto programa chamado Libera Brasil, iniciativa fictícia que não existe na administração pública, e 72 por cento utilizavam indevidamente marcas públicas do Governo do Brasil ou de instituições financeiras de grande porte.
Orientação ao consumidor
O Ministério da Fazenda esclarece que não existem sites do governo voltados exclusivamente para a intermediação de renegociações de débitos, nem são disparados links ou mensagens ativas solicitando pagamentos. A orientação para quem busca regularizar a situação financeira é realizar todo o processo diretamente com as instituições bancárias credenciadas.
As informações oficiais e diretrizes sobre renegociação de dívidas podem ser consultadas exclusivamente no portal gov.br barra fazenda e nos canais de comunicação do Ministério, evitando qualquer acesso a links recebidos por redes sociais, e-mail ou SMS.
Fonte: Jornal Contábil
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