Com incentivo do Funcultura, espetáculo protagonizado pelo Palhaço Sequinho circula pelo Sertão com 8 apresentações gratuitas nas cidades de Flores, Serra Talhada, Triunfo, Afogados da Ingazeira, Ingazeira, Carnaíba, Tabira e São José do Egito
Afeto e memória são os ingredientes da nova circulação do espetáculo “Caminhos”, com produção de Clarissa Siqueira, Direção de Odília Nunes e protagonismo de Pedro Milhomens, o Palhaço Sequinho. Com incentivo do Funcultura, por meio da Fundarpe, Secretaria de Cultura e Governo de Pernambuco e parceria com o projeto No Meu Terreiro Tem Arte, o projeto chegará a oito comunidades rurais do Pajeú entre 13 e 22 de agosto.
A circulação inicia dia 13/08, quinta, às 19h, no Quilombo Cavalhada (Flores); já na sexta, 14/8, às 9h, no Sítio Passagem das Pedras, em Serra Talhada (local onde nasceu Lampião). No dia 15/08, sábado, às 16h, é a vez de Triunfo, no Quilombo Águas Claras; enquanto domingo, 16/08, às 16h, no Quilombo Leitão da Carapuça (Afogados da Ingazeira). Na quarta, 19/08, às 10h, no Sítio Jorge (Ingazeira-PE), e na quinta, 20/08, no Sítio da Matinha às 19h (Carnaíba). Por fim, na sexta, 21/08, no Povoado Brejinho, às 19h (Tabira) e encerra no sábado, 22/08, às 19h no Povoado Curralinho em São José do Egito. Todas as apresentações são gratuitas.
"A gente vem circulando por comunidades rurais desde 2021, tanto em Pernambuco quanto em outros estados do Brasil. Com isso, constatamos que a maioria dos moradores dos locais por onde passamos — sejam crianças, adultos ou idosos — nunca tinha assistido a um espetáculo de teatro ou circo na vida. Dessa forma, passamos a defender uma bandeira em nossa trajetória: chegar a comunidades historicamente afastadas dos circuitos culturais regulares, que se concentram em sua maioria nos centros urbanos", destaca Clarissa Siqueira, que, além de ser produtora do Palhaço Sequinho, produz também, juntamente com Odília Nunes, festivais e ações na zona rural do Pajeú pelo projeto No Meu Terreiro Tem Arte.
O espetáculo “Caminhos” foi criado em 2021, em plena pandemia, e desde então tem percorrido o país com sua magia e beleza: inspira-se nas raízes profundas das artes de rua e do circo com a cultura popular, em especial nas manifestações do interior.
“As tradições populares sempre despertaram na comunidade um sentimento coletivo de pertencimento, acolhimento e celebração, compondo ao longo do tempo a identidade cultural da região. Neste contexto, a palhaçaria, com seu caráter lúdico, poético e subversivo, encontra terreno fértil para dialogar com o imaginário coletivo e fortalecer os vínculos afetivos da população com a arte”, destaca a justificativa do projeto. Ao visitar o território do Pajeú e priorizar os territórios rurais, o espetáculo espera reconectar esse público com sua história, memória e ancestralidade.
Dando continuidade a essa tradição popular, atualizando-a a partir de uma abordagem sensorial e autobiográfica que encanta quem quer que assista, Sequinho apresenta uma receita ancestral da sua avó, executada ao vivo, proporcionando uma experiência sensorial única enquanto conta sua trajetória de vida. Gastrônomo de formação, ele transforma de forma divertida os instrumentos da cozinha em instrumentos de mágica, malabares e poesia, ressignificando a relação sonho e profissão. “Caminhos vem mostrar que nossa profissão deve ir além de ‘um ganha pão’, tem que ser um instrumento de realização; é uma oportunidade de reflexão sobre a sociedade, suas relações e sua forma de comportamento”, destaca Pedro Milhomens.
Vencedor de três prêmios no Janeiro de Grandes Espetáculos, “Caminhos” já foi apresentado em mais de dez estados diferentes, como Minas Gerais, São Paulo e Paraná, além de eventos como Pernambuco Meu País, FIG e Mostras BNB de Cênicas e Sesc de Artes para a infância.
Nascido no Sítio Minadouro, na Ingazeira, cidade Mãe do Pajeú, Caminhos é um espetáculo sobre sonhos, afetos e estrada. Após percorrer o Brasil a bordo da Cirkombi por mais de dez anos, o Palhaço Sequinho convida o público para um encontro poético onde prepara um bolo ao vivo, revelando sua trajetória como cozinheiro e artista. Inspirada na poesia do Pajeú, a dramaturgia é toda construída em cima de uma poesia que Pedro Milhomens desenvolveu com a provocação da diretora pajeuzeira Odília Nunes.
Acompanhe a realização da circulação pelas redes: @palhacosequinho, @cla_solar e facebook: Cirkombi



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