Frequência escolar, dados atualizados e condicionalidades passam a ser decisivos para manter o auxílio no próximo ano
Com a divulgação do novo calendário de pagamentos do Bolsa Família para 2026, cresce a expectativa — e também a apreensão — entre milhões de famílias brasileiras. A manutenção das regras e o reforço nos mecanismos de controle do programa colocam parte dos beneficiários sob risco real de bloqueio, suspensão ou até cancelamento do auxílio no próximo ano.
A principal mudança está no monitoramento mais rigoroso das condicionalidades, especialmente na área da educação, conforme estabelece a Portaria Interministerial MEC/MDS nº 12/2025, publicada em dezembro pelo Governo Federal. A medida reforça o vínculo entre a transferência de renda e o compromisso social das famílias com a permanência de crianças e adolescentes na escola.
Frequência escolar passa a ser decisiva
A partir de 2026, o controle da frequência escolar será ainda mais detalhado. As exigências mínimas seguem definidas da seguinte forma:
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Crianças de até 5 anos: mínimo de 60% de frequência;
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Crianças e adolescentes de 6 a 18 anos: mínimo de 75% de frequência escolar.
Em alguns estados, a apuração pode ocorrer por disciplina, o que significa que faltas excessivas em uma única matéria podem comprometer o cumprimento da regra. Além disso, mudanças de escola ou endereço precisam ser informadas imediatamente ao CRAS, evitando inconsistências nos registros oficiais.
Quem pode perder o Bolsa Família em 2026
O risco de cancelamento não se limita à frequência escolar. O governo ampliou o cruzamento de dados entre sistemas públicos, o que torna a fiscalização mais rigorosa. Podem perder o benefício famílias que apresentem:
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Cadastro Único desatualizado ou com informações incorretas;
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Renda acima do limite permitido pelo programa;
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Omissão ou inconsistência de dados declarados;
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Acúmulo indevido de benefícios;
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Descumprimento das condicionalidades de saúde, como vacinação e pré-natal.
Essas informações são verificadas por meio de bases de dados de escolas, unidades de saúde, cartórios e outros órgãos públicos.
Como regularizar o benefício em caso de bloqueio
Em situações de bloqueio ou suspensão, a orientação é procurar imediatamente o CRAS da sua região, levando documentação completa, como:
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Documento oficial com foto de todos os integrantes da família;
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Comprovante de residência atualizado;
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Boletim escolar das crianças e adolescentes;
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Atestados médicos, quando houver faltas justificadas por motivos de saúde.
Após a entrega da documentação, o prazo de análise pode chegar a até 45 dias, período em que o pagamento permanece suspenso.
Valores e orçamento do Bolsa Família em 2026
O orçamento previsto para o programa em 2026 é de R$ 159,5 bilhões. O valor mínimo segue em R$ 600 por família, com manutenção dos adicionais:
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Benefício Primeira Infância: R$ 150 por criança de até 6 anos;
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Benefício Variável Familiar: R$ 50 para gestantes, nutrizes e crianças ou adolescentes de 7 a 18 anos.
Dependendo da composição familiar, o valor mensal pode ultrapassar R$ 800. A expectativa, no entanto, é de uma redução no número de famílias atendidas, passando de cerca de 20 milhões para aproximadamente 18 milhões até o fim de 2026.
Atenção redobrada evita cortes
Para manter o Bolsa Família ativo em 2026, o cuidado deve ser contínuo. Matrícula escolar regular, frequência em dia, acompanhamento de saúde e atualização do Cadastro Único são ações indispensáveis. O acompanhamento pelo aplicativo oficial do programa também ajuda a identificar pendências antes que o benefício seja interrompido.
Cumprir as regras deixou de ser apenas uma formalidade: tornou-se o principal caminho para garantir a permanência no programa.
Fonte: Notícias Concursos
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